Henrique Joaquim

Testemunhos
Henrique Joaquim

Ligação à AFID: Parceiro

Copiar pode ser uma forma de elogio. Como professor, a gestão da qualidade era uma área que lhe interessava. Na formação avançada, no âmbito de pós-graduações, Henrique Joaquim considerava essencial proporcionar aos seus alunos uma abordagem prática. Daí o seu primeiro contacto com a AFID: “Ouvi falar do seu trabalho em gestão de qualidade, questão que estava a despontar no seio das IPSS, e tive curiosidade de a conhecer”.
A primeira aproximação não podia ter corrido melhor. “A AFID é uma organização aberta, cuja cultura se formou ao arrepio do que infelizmente ainda hoje é o paradigma da cultura nacional: o funcionamento de acordo com a lógica das capelinhas. Na fundação encontrei transparência e desejo de partilha de conhecimentos”.
Logo se organizaram visitas de estudo e até um seminário nasceu deste encontro de sensibilidades: “Descobri que temos muitas afinidades. Pensamos estas organizações da mesma forma, sempre em torno da ideia da superação e melhoria contínua. Daí a nascer a ideia do seminário foi um passo”. E então partilharam a sua cartilha comum: “No essencial a mensagem que quisemos passar foi: o que fazemos, temos de fazer bem e se já somos bons, temos de ser melhores”.
Henrique Joaquim chama a estes postulados “inquietações”. Gosta, como percebeu que também se gosta na AFID, da sensação permanente do trabalho inacabado. Também dirigente da Comunidade Vida e Paz, vocacionada para o apoio e reabilitação de pessoas sem-abrigo, confessa sem constrangimentos que foi buscar à AFID muita inspiração para melhorar a qualidade das duas unidades da instituição que tem a seu cargo, na área da reabilitação de alcoolismo e toxicodependência. “Decidimos também avançar para a certificação de qualidade, uma decisão que já tínhamos tomado, mas que ainda não havíamos concretizado, e o nosso auditor foi um dos profissionais da AFID, que aliás acabou por ficar a colaborar connosco como consultor”.
Estes laços não são para desatar: “Quero continuar a aprender com a AFID, a copiar – sim, digo sem complexos, “copiar” – os seus métodos de trabalho porque os seus dirigentes e técnicos não se importam, muito pelo contrário. Mostram tudo, de forma muito honesta. Foi formação gratuita que recebi. Sem um protocolo assinado, sem um papel. Isto revela grande generosidade”.
Revela também, segundo Henrique Joaquim, coerência com os princípios que enunciam: “A importância da partilha de conhecimentos, a convicção de que quando nos juntamos podemos ganhar todos. Na Comunidade Vida e Paz fomos os primeiros a implementar um sistema de avaliação do impacto social da nossa organização e já nos disponibilizámos para a partilhar com a AFID”.
Em gestão isto tem um nome: “Chamamos-lhe relações win win.”

[ 01 Mai 2019 ]
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